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Mensagem
do Director de Serviço, Prof. Doutor Amadeu Pimenta
Num hospital de cuidados terciários espera-se, hoje em dia, que a Cirurgia Geral
esteja organizada em Unidades por patologias, altamente diferenciadas, mas que co-existam
sem perderem o sentido de união com a Especialidade. Desta forma, consegue-se que
a Cirurgia Geral mantenha, mais facilmente, a actualização, a diversificação
e o aprofundamento de conhecimentos; assegure a capacidade de formar
cirurgiões com visão global dos doentes cirúrgicos; e, não menos importante, não
perca a preponderância da Especialidade na assistência, no ensino
e na investigação, contrariando a tentação de progressivamente a desintegrar em
sub-especialidades.
Com esse objectivo, deu-se no Hospital de S. João, nos últimos anos, uma reorganização
dos Serviços de Cirurgia, juntando primeiro os quatro Serviços em dois,
e, recentemente, fundindo os dois num só, criando-se um Serviço de Cirurgia Geral
com quatro Unidades por patologias. Assim, foram formadas as Unidades de Cirurgia
Esófago-Gastro-Duodenal, Hepato-Bilio-Pancreática e Esplénica, Colo-Rectal, Endócrina
e Mama e de Cuidados Intermédios.
Esta decisão, foi a apropriada para uma Instituição, que nos tempos modernos, quer
continuar a afirmar-se, não só na assistência hospitalar altamente diferenciada
e qualificada, como no ensino e na investigação. De facto, este modelo é, reconhecidamente,
o mais adequado para aprimorar o desempenho técnico, fomentar a actualização e o
aprofundamento dos conhecimentos, cada vez mais vastos, e permitir uma prática
assistencial mais diferenciada e motivadora. E, com esta organização,
será, certamente, mais fácil optimizar o desempenho da Cirurgia Geral, melhorando
a gestão de recursos humanos e a rentabilização de equipamentos.
Contudo, essa remodelação e fusão de serviços seria pouco proveitosa se, a par do
arrumar das patologias, não fossem criadas condições de modernização das instalações
de assistência hospitalar que de longa data os profissionais de saúde reclamavam
e há muito se impunham.
É que não basta oferecer o desempenho de uma cirurgia primorosa e actualizada e
garantir uma gestão empresarial altamente qualificada e compreensivelmente preocupada
com a relação custo/benefício. Não podemos esquecer que o elemento preponderante
dum serviço de cirurgia é o doente, a quem é necessário garantir, também,
os meios logísticos de hospitalização e de mitigação do sofrimento adequados à dignidade
do ser humano que na angústia e na solidão da sua dor se entrega esperançado àqueles
a quem confia no saber.
Nesse sentido, o Hospital de S. João tem vindo a sofrer obras de ampliação e
de remodelação das suas estruturas, para que o exercício da medicina,
e da cirurgia em particular, possa ser oferecido com maior profissionalismo e em
melhores condições de humanização.
A Unidade de Cirurgia Hepato-Bilio-Pancreática e Esplénica, coordenada
pelo Senhor Dr. Costa Maia, Chefe de Serviço de Cirurgia Geral, é um exemplo de
dedicação aos doentes, de elevada diferenciação técnica, de gestão e de investigação
de que o Serviço de Cirurgia Geral muito se orgulha.
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